A Publicitária Tímida

A chuva leve típica de Lisboa desenhava gotas na fachada de vidro do café Brasileira do Chiado, criando o cenário perfeito para a penumbra acolhedora do interior. Entre o aroma marcante de café moído na hora e o cheiro nostálgico do antigo, Eduardo, aos 52 anos, organizava suas anotações de aulas de História da Arquitetura. O som suave de uma bossa nova instrumental ao fundo acompanhava o ritmo tranquilo da tarde.

?Foi quando a porta de madeira rangeu suavemente e Helena entrou. Aos 23 anos e recém-formada em Publicidade, ela exalava uma elegância moderna e despreocupada: vestia uma saia midi plissada, tênis All Star pretos e um tricô verde escuro sob uma bolsa de couro transversal. A franja perfeita emoldurava seus óculos redondos de armação tartaruga, e seus olhos expressivos buscavam um lugar tranquilo. A cada passo, ela deixava um rastro inconfundível de perfume floral com um toque sutil de baunilha e amadeirado.

?Ao caminhar entre as mesas com um livro de cinema sob o braço, Helena deixou cair um marcador de página impresso com uma ilustração do filme francês Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain. Eduardo, atento, se abaixou para recolhê-lo.

?— Acho que isso pertence a você — disse Eduardo, sua voz pausada e grave sob a barba ruiva aparada e os óculos de grau que lhe conferiam um ar intelectual atemporal.

?Helena se virou, e a primeira troca de olhares entre os dois carregou um magnetismo imediato. Um sorriso espontâneo e tímido surgiu nos lábios dela.

— Muito obrigada! Eu odeio dobrar as páginas dos livros — respondeu Helena, rindo levemente. — Truffaut e Godard não me perdoariam se eu estragasse essa edição.

— Uma entusiasta da Nouvelle Vague e do cinema francês? — Eduardo sorriu, fascinado. — É raro encontrar alguém tão jovem com um gosto tão refinado por aqui.

— Publicitária de formação, mas apaixonada por arte visual e estética francesa — explicou ela, ajeitando a franja com a ponta dos dedos. — E, claro, fascinada por lugares com alma. Este café é meu refúgio favorito.

— Sei exatamente como é. Dou aulas na Faculdade de Arquitetura perto daqui e este espaço é praticamente meu segundo gabinete — revelou Eduardo, convidando-a implicitamente com o olhar.

Helena aceitou sentar-se à mesa dele, pedindo um cappuccino. A conversa fluiu por horas de forma natural e envolvente. Eles debateram sobre a arquitetura eclética de Lisboa antiga, a poesia nos detalhes das ruas, o design de anúncios dos anos 60 e a paixão em comum por gatos — Helena contou, divertida, sobre as artes de seu gato resgatado, enquanto Eduardo ria com sinceridade.

A maturidade envolvente de Eduardo, com suas conversas profundas e atitude protetora, contrastava com o frescor vibrante e a inteligência perspicaz de Helena. A diferença de idade evaporou diante da conexão inegável que se formara. O aroma do café deu lugar ao perfume marcante de Eduardo — uma mistura de amadeirado com especiarias — que envolvia Helena sempre que ele se inclinava para enfatizar um ponto no diálogo.

Quando a noite caiu sobre a cidade, as luzes amarelas dos postes iluminavam as calçadas molhadas. Eduardo se ofereceu para acompanhá-la até seu carro, mas a caminhada charmosa pelas ruas tranquilas do bairro acabou estendendo a noite de forma irresistível.

O clima de flirt e cumplicidade cresceu a cada passo. O toque sutil de suas mãos ao se cruzarem na caminhada criava arrepios imediatos. Chegando ao prédio antigo de fachada imponente onde Eduardo morava, os dois pararam sob a marquise.

Helena olhou para cima, encontrando os olhos dele através das lentes dos óculos. A tensão sensual no ar era palpável, entrelaçada pelo desejo discreto que vinha sendo construído ao longo de todo o encontro. Eduardo aproximou-se devagar, sentindo o calor e o perfume dela.

— A noite não precisa terminar aqui, Helena — murmurou ele perto do ouvido dela, com uma voz baixa e aveludada.

Helena deu um sorriso sedutor, mordendo levemente o lábio inferior. Ela segurou a gola da jaqueta dele, trazendo-o para mais perto enquanto subiam juntos pelo elevador espelhado. Na porta do apartamento dele, envolvidos pela penumbra do corredor, Eduardo girou a chave na fechadura enquanto a mão de Helena deslizava pelo pescoço dele, antecipando o beijo intenso e inevitável que selaria a noite, ou não?

Entraram para o apartamento se beijando e derrubando objetos, tropeçando em livros, tateando objetos e no sofá, com força ele abaixou rapidamente a parte debaixo da sua roupa a dedando por cima da calcinha úmida sem parar, o gemido se misturava com respiração, com a voz pedindo para não parar, a buceta melada pedia uma língua que Eduardo fez questão de mergulhar chupando sem parar, mais, mais, mais, mais, ele quase arrancando seu cabelo e ele melando a barba com seu melzinho sem parar, deixando, chupando querendo devorar, não contente, se colocou em pé e ela de joelhos abaixando sua calça, passou a chupar seu órgão duro, branco, grande, cabeça rosada inteiro na boca de Helena que mamava olhando para Eduardo implorando por leite quente na boca, implorando, esfregando o pau no rosto pedindo mais, e ela sem tirar o óculos na penumbra escura ouvia-se apenas o barulho.

Até que finalmente, com ela de quatro, segurando seu cabelo, passou a socar com força descomunal tirando todo romantismo de lado, o tesão era maior que tudo, o gemido, o olhar ,a força que batia em sua bunda e segurava seu cabelo, a rebolada da agora não mais tímida Helena revelava outra face, não demorou, ambos gozaram no mesmo momento e agora sim, abraçados no sofá, com aroma de perfume misturado com de sexo, passaram a namorar a noite toda, ainda tinha um vinho para abrir e música para escutar, mas eles teriam um ao outro….

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