Saciado o desejo, fui recobrando a consciência: estava num apartamento sórdido, onde tudo fedia a sexo, suor, pau, buceta. Meu cu doía, meu corpo tinha marcas, arranhões, mordidas, saliva e sêmen de um cara que havia conhecido há menos de uma hora no ônibus e sequer sabia o nome. Culpa e vergonha me assaltavam de forma desesperadora. Cobri como pude o corpo com o vestido rasgado e caminhei o mais depressa possível pra casa, rezando para que meu namorado não tivesse chegado ainda. Sentia a porra do estranho escorrendo entre minhas coxas enquanto subia as escadas para nosso apartamento. Se Renato já estivesse em casa, pensei em dizer que fora estuprada, mas ele diria que, com aquele vestido curtinho e salto alto, estava pedindo por isso. Teria nojo de tocar em mim novamente.